
Um homem apontado como envolvido no assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete morreu após confronto com policiais militares na Bahia, na madrugada desta quinta-feira (16). Ele estava foragido da Justiça e havia sido recentemente condenado pelo crime.
Conhecido como “Maquinista”, Marílio dos Santos estava foragido da Justiça e morreu após um confronto com policiais militares durante tentativa de cumprimento de mandado de prisão, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA). Ele tinha sido condenado a 29 anos e 9 meses de prisão na última terça-feira (14).
De acordo com informações das forças de segurança, o suspeito foi localizado durante uma operação policial no interior do estado. Ao ser abordado, teria reagido, dando início a uma troca de tiros. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Marílio era considerado um dos principais alvos das autoridades e chegou a figurar no chamado “baralho do crime” da SSP-BA. Chefe do tráfico de drogas da região, ele teria mandado matar Mãe Bernadete, em 2023, por causa da oposição que ela fazia às ações criminosas do grupo. Apesar de seguir foragido, a Justiça determinou que Marílio fosse a júri popular porque tinha advogado constituído.
Mãe Bernadete, que tinha 72 anos, foi executada dentro de casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após homens armados invadirem o local, mantendo familiares reféns. Reconhecida como uma importante liderança quilombola e defensora de direitos humanos, ela já havia denunciado conflitos fundiários e ameaças contra a comunidade.




