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Trump publica imagem como Jesus e ataca Papa Leão XIV nas redes

Papa Leão XIV, na Argélia, (Foto: Vatican Media) e Donald Trump (Foto: Reprodução(

Donald Trump, disse não querer “um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos” e chamou de “fraco” o Papa Leão XIV neste domingo (12), depois que o Pontífice ofereceu uma oração do terço à paz mundial, pediu um cessar-fogo no Líbano e disse se sentir próximo do “amado povo libanês”. O posicionamento do líder do Vaticano aconteceu também após os EUA anunciarem que dizimariam a população do Irã, país que está há quase dois meses sob ataques do governo norte-americano e Israel.

“O Papa Leão é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o ‘medo’ do governo Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs sentiram durante a COVID, quando prenderam padres, pastores e todos os outros por realizarem cultos, mesmo ao ar livre, mantendo o distanciamento social de três a seis metros”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social.

Na ocasião em que pediu por um cessar-fogo, o Papa Leão XIV lembrou ainda da guerra na Ucrânia e conflitos no Sudão. O Pontífice começa nesta segunda-feira (13) uma viagem de 10 dias a quatro países da África, começando pela Argélia, para dialogar com lideranças internacionais a respeito das necessidades de suas populações.

O presidente estadunidense seguiu com ataques a Leão XIV dizendo: “Não quero um Papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para o nosso país. E eu não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo para o que fui eleito com uma vitória esmagadora: estabelecendo recordes de baixa criminalidade e criando o melhor mercado de ações da história”. Trump ainda declarou preferir Louis, irmão do Papa, que é cidadão norte-americano, por ser seu apoiador.

Em meio às publicações de ataque ao líder da Igreja Católica, Donald Trump ainda declarou ser o responsável pela eleição do atual Pontífice: “Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, escreveu antes de publicar uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece como uma figura messiânica realizando um gesto de cura semelhante ao atribuído a Jesus Cristo.

Imagem: Reprodução/X

A publicação gerou comoção e reações, como a publicação de uma outra imagem gerada por inteligência artificial na qual o homem curado por Donald Trump tem o rosto de Jeffrey Epstein, financista amigo de Donald Trump morto em 2019, que teve seu nome atrelado a uma série de crimes sexuais contra menores de idade.

Por volta das 12h40 desta segunda-feira no horário dos EUA, ao vivo em transmissão do canal Fox News, Trump foi questionado sobre a publicação e desconversou dizendo que pensou ser ele “como médico e que tinha a ver com a Cruz Vermelha”.

Não é a primeira vez que Donald Trump publica imagens digitalmente alteradas para atacar desafetos. Em fevereiro, ele compartilhou, também pela plataforma Truth Social, um vídeo racista que retrata o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, e sua esposa, Michelle Obama, ambos negros, como macacos em uma selva. No mesmo vídeo, ele se coloca como leão e ridiculariza políticos e figuras públicas como seu antecessor no governo estadunidense, Joe Biden, sua oponente na última eleição, Kamala Harris, e até a atriz Whoopi Goldberg.

Em resposta, já nesta segunda-feira (13), o Papa Leão XIV afirmou que não pretende entrar em confronto direto, mas deixou claro que manterá suas posições. Segundo publicado pelo G1, a jornalistas, o líder do Vaticano teria dito “não tenho medo do governo de Donald Trump” e reforçou que continuará defendendo o fim das guerras e a promoção da paz. “Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível”, declarou o Pontífice à agência de notícias AP.

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