
A psicóloga e neuropsicóloga Meire Queirós lançou o livro O mundo pelo meu olhar: perspectivas que ampliam a compreensão sobre o autismo, obra que busca aprofundar o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) a partir de uma abordagem sensível e multidisciplinar.
O lançamento ocorre em abril, período marcado pela campanha Abril Azul, que promove a conscientização sobre o autismo em todo o mundo. Inserido nesse contexto, o livro propõe uma reflexão que vai além do diagnóstico, ao tratar o TEA como uma forma singular de existência.
Organizada por Meire, a publicação reúne contribuições de 12 coautores, entre profissionais de áreas como psicologia, pedagogia e medicina, além de pessoas com vivência direta com o espectro. A proposta é ampliar o debate e oferecer uma visão plural, acessível a famílias, educadores e especialistas, ao mesmo tempo em que reforça a importância da escuta e da empatia no trato com o tema.
Segundo a autora, o objetivo é incentivar uma compreensão mais humanizada do autismo. “O diagnóstico não é uma sentença, mas um caminho para o tratamento e a convivência”, afirma. A obra também defende que a inclusão deve ser baseada no respeito às diferenças e na valorização das individualidades, afastando a ideia de “cura” e priorizando o acolhimento.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 1 em cada 160 crianças no mundo está dentro do espectro autista. No Brasil, estimativas apontam para uma incidência ainda maior, de aproximadamente 1 a cada 100 crianças, cenário que reforça a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, às terapias multidisciplinares e à informação qualificada.
Com mais de 10 anos de atuação nas áreas de desenvolvimento humano, gestão pública e inclusão, Meire Queirós tem trajetória ligada a iniciativas de impacto social. No setor público, atuou como coordenadora em secretarias municipais de Salvador, como a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e a Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). Também desenvolveu trabalhos como psicóloga e facilitadora em casas de acolhimento para mulheres em situação de violência.
A autora ainda participou de conselhos de direitos e integrou projetos da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJCDH), no Governo da Bahia, com atuação voltada a públicos como mulheres, crianças, adolescentes e idosos. Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos como os prêmios Mulher Protagonista, em Olindina, e Maria Felipa, em Salvador, por iniciativas ligadas à transformação social.
O livro já está disponível para aquisição diretamente com a autora e os coautores, por meio de plataformas digitais, e se apresenta como uma contribuição para ampliar o debate sobre o autismo e fortalecer práticas mais inclusivas na sociedade.




