Movimentação atingiu 31,7% da Assembleia Legislativa e 10,2% da bancada federal; Avante e PV são os que mais cresceram.

O encerramento da janela partidária, na última sexta-feira (3), consolidou uma profunda reconfiguração nas bases políticas da Bahia. Ao todo, 25 parlamentares baianos mudaram de sigla: 20 deputados estaduais e 4 federais, além de um senador. O movimento é o passo estratégico decisivo para as eleições de 2026, permitindo trocas sem perda de mandato por infidelidade partidária.
Assembleia Legislativa: Avante e PV ganham musculatura
Na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a renovação foi de 31,7%. O Avante saltou de um para seis deputados, atraindo nomes como Felipe Duarte (ex-PP) e Soane Galvão (ex-PSB). O PV também cresceu, passando de três para cinco parlamentares com as chegadas de Antonio Henrique Júnior e Eduardo Salles (ambos ex-PP) e Fabíola Mansur (ex-PSB).
Em contrapartida, o União Brasil reduziu sua bancada de dez para oito cadeiras, enquanto o PP caiu de seis para quatro deputados. O PSD e o PT mantêm o protagonismo com dez deputados cada. O cenário ainda aguarda o retorno de licenciados que deixaram o secretariado de Jerônimo Rodrigues: Jusmari Oliveira (PSD), Osni Cardoso (PT), Neusa Cadore (PT) e Angelo Almeida (PT).

Câmara Federal: Mudanças pontuais e substituições
Na Câmara dos Deputados, a alteração foi de 10,2%. Quatro dos 39 deputados baianos trocaram de legenda: Diego Coronel (PSD para Republicanos), Leo Prates (PDT para Republicanos), Mário Negromonte Jr. (PP para PSB) e Raimundo Costa (Podemos para PSD).
A bancada também sofreu renovação indireta com a licença de dois parlamentares para assumirem secretarias em Salvador: João Leão (PP), substituído por Jorge Araújo (PP), e Alex Santana (Republicanos), que deu lugar a Marcelo Nilo (Republicanos). O PT segue como a maior bancada federal baiana, com oito nomes, seguido pelo União Brasil, com sete.
Senado e Estratégia para 2026
No Senado, a única mudança foi a filiação de Angelo Coronel ao Republicanos, deixando o PSD. Como o sistema para senadores é majoritário, a regra da janela não se aplica, mas a troca sinaliza o reposicionamento para a disputa da reeleição.
A janela partidária funciona como o “vestibular” para 2026. Parlamentares buscam siglas com maior tempo de TV e fundos eleitorais robustos. “A janela é o momento de ajustes e correções de rumo”, define a análise política, evidenciando que o peso das novas bancadas influenciará diretamente o poder de negociação dentro do Legislativo e a formação das chapas majoritárias no próximo pleito.




