Dívida cai 6% em termos reais; estado se destaca proporcionalmente ao orçamento menor que São Paulo

Foto: Feijão Almeida/GOVBA
O governo da Bahia aplicou R$ 24,04 bilhões em investimentos de 2023 a 2025, com média anual de R$ 8 bilhões. Esse valor supera as gestões anteriores nas últimas décadas, mesmo ajustado pela inflação, segundo levantamento da Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA).
Em 2025, os empenhos alcançaram R$ 7,97 bilhões. Nos primeiros oito meses do ano, a Bahia liderou o ranking nacional de investimentos liquidados, com R$ 4,12 bilhões, acima de São Paulo (R$ 3,66 bilhões), pela primeira vez em mais de uma década. No ano completo, São Paulo retomou a ponta, com estimativa superior a R$ 10 bilhões. O top 5 de janeiro a agosto incluiu Bahia, São Paulo, Pará (R$ 2,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 2,2 bilhões) e Goiás (R$ 1,8 bilhões). O Espírito Santo lidera em proporção ao orçamento (20-25%). Com orçamento paulista cinco vezes maior, a Bahia preserva relevância relativa.
A relação dívida consolidada líquida sobre receita corrente líquida recuou para 37% em 2025, contra 59,4% em 2015. O estoque nominal diminuiu 1,5% (de R$ 35,3 bilhões para R$ 34,7 bilhões), ou 6% com inflação. Dos investimentos totais, R$ 18,97 bilhões saíram do caixa estadual; R$ 5,07 bilhões, de crédito. Precatórios pagos somaram R$ 1,96 bilhão.
De acordo com Manoel Vitório, secretário da Fazenda, “a atual gestão já tinha estabelecido um recorde de investimentos para os primeiros dois anos, e continua a atuar fortemente para melhorar as condições de vida da população ao destinar montantes expressivos em todo o estado para tornar cada vez mais eficientes os serviços públicos”. Ainda de acordo com o Secretário, “o investimento injeta recursos na economia, criando empregos e fomentando a renda, e, ao reforçar a capacidade de prestação de serviços à população e ampliar a infraestrutura, melhora a atratividade da Bahia, potencializando o interesse dos investidores”.



