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Ciência, tecnologia e transformação social 

1° Encontro Científico Mukengi | Foto: Reprodução/Instagram/institutomancala

O Instituto Mancala nasceu da inquietação de quatro pesquisadores acadêmicos das áreas de ciências exatas e agrárias que decidiram usar o conhecimento acumulado em suas trajetórias científicas para enfrentar desafios muitas vezes negligenciados nesses campos: as desigualdades raciais e sociais e a necessidade de produzir ciência orientada ao impacto social. 

Fundado em Salvador é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos dedicada à pesquisa aplicada, ao desenvolvimento tecnológico e à divulgação científica nas perspectivas negra e indígena, fortalecendo a participação de pesquisadores e comunidades historicamente marginalizadas na produção científica. No Mancala, ciência é, antes de tudo, um processo coletivo de construção de conhecimento. 

A partir de uma perspectiva negra e indígena, os projetos desenvolvidos pelo instituto têm como prioridade atender às demandas de comunidades negras, quilombolas, periféricas e indígenas. E mais do que levar soluções prontas, a proposta é construir conhecimento em diálogo direto com quem vive os problemas e conhece profundamente suas realidades. 

Um dos nossos diferenciais é a forma de condução das nossas pesquisas pesquisas, trabalhamos intensamente na sensibilização de pesquisadores e pesquisadoras para que compreendam que fazer ciência em conjunto com comunidades exige novas formas de abordagem, linguagem e relação. Trata-se de um exercício de escuta ativa, respeito e parceria com lideranças comunitárias realizado com excelência acadêmica e respeito. 

Nesse modelo, o processo de pesquisa e desenvolvimento tecnológico parte sempre de um princípio central: o diálogo e a coparticipação das comunidades envolvidas. É nesse encontro que surgem as soluções mais potentes e o propósito se estabelece. 

Dentro da instituição o tempo comunidade é considerado o coração da pesquisa. É nesse momento que os pesquisadores deixam os limites institucionais da academia e mergulham nas experiências concretas das pessoas. É onde o fazer vem antes da sistematização, onde experimentos acontecem em rodas de conversa, onde os dados são coletados por quem vive o problema e que, muitas vezes, já possui caminhos para solucioná-lo. 

Essa dinâmica transforma a ciência em um verdadeiro processo de intercâmbio de conhecimentos. De um lado, a metodologia científica; de outro, os saberes tradicionais, comunitários e territoriais. O resultado é a combinação de diferentes formas de conhecimento na construção de tecnologias que precisam ser, ao mesmo tempo, acessíveis, úteis e transformadoras.

A forma como o Instituto Mancala entende a produção científica ganha materialidade em diferentes iniciativas desenvolvidas pelo instituto e principalmente por suas redes de colaboração. Esses projetos procuram criar respostas para desafios contemporâneos e urgentes, como a insegurança alimentar, as desigualdades socioambientais e as mudanças climáticas. 

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Rosa Matoso
Rosa Matoso
5 dias atrás

Sensacional. Vida longa ao Instituto Mancala!!!!

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