...

Portal UMBU

Fundo da Folia amplia ações ambientais e reforça mobilização voluntária no Parque Marinho da Barra após o Carnaval

Foto: Fábio Bouzas/Portal O Que Fazer em Salvador

Antes mesmo de a cidade retomar a rotina na Quarta-Feira de Cinzas (18), mergulhadores voluntários já estavam no mar da Barra em mais uma ação de limpeza do Fundo da Folia. A iniciativa retirou resíduos acumulados no fundo do oceano após o Carnaval no Circuito Dodô e contou com apoio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).

A mobilização ocorreu entre 7h30 e 9h, no Parque Marinho da Barra, e resultou na retirada de latinhas de alumínio, garrafas PET, copos e talheres descartáveis, tecidos, roupas e fragmentos de plástico. Além da limpeza, a ação busca alertar foliões e moradores sobre os impactos do lixo marinho na biodiversidade e na paisagem de um dos principais cartões-postais de Salvador.

O Fundo da Folia surgiu em 2010, após o Carnaval daquele ano, quando quatro surfistas decidiram mergulhar no mar da Barra e se chocaram com a quantidade de lixo encontrada no fundo do oceano. O que começou como uma iniciativa pontual se transformou em um movimento contínuo de conscientização ambiental, baseado no voluntariado e no cuidado com o mar.

Ao longo dos anos, o projeto expandiu sua atuação e, além dos mergulhos regulares de limpeza, passou a promover oficinas educativas, palestras, exposições e produções audiovisuais que unem arte, educação ambiental e preservação. A proposta é ampliar o alcance da mensagem e estimular a mudança de comportamento em relação ao descarte de resíduos, especialmente durante grandes eventos como o Carnaval.

Somente em 2025, o Fundo da Folia realizou 70 ações oficiais, um novo recorde para o projeto, que havia contabilizado 55 no ano anterior. Totalmente voluntária e sem envolvimento comercial ou político, a iniciativa destaca que o impacto do trabalho vai além dos números. Para os organizadores, trata-se de uma contribuição concreta e coletiva para a saúde ambiental da cidade.

Segundo o titular da Secis, Ivan Euler, a ação tem também um forte caráter educativo. Após a coleta, os resíduos são expostos na calçada para que a população visualize a quantidade de lixo descartada de forma incorreta. “É uma forma direta de conscientização. Esse material poderia ter sido reciclado se tivesse tido o destino adequado”, afirmou.

Um dos fundadores do projeto, Bernardo Mussi, ressaltou o orgulho pela trajetória construída ao longo de 16 anos. “Não dá para mensurar tudo o que foi feito, mas sabemos que é algo bom, virtuoso e saudável para Salvador. Por isso, é fundamental agradecer e valorizar cada voluntário e todas as pessoas que apoiam o projeto”, destacou. Ele informou ainda que uma nova ação está programada para o sábado (21), quando os mergulhadores realizam o chamado “raspa tacho” para encerrar oficialmente o período pós-Carnaval.

Primeira unidade de conservação marinha de Salvador, o Parque Marinho da Barra abriga três naufrágios históricos, os fortes de São Diogo e de Santo Antônio da Barra, onde está o Farol da Barra, além de rica biodiversidade e áreas destinadas ao banho e à prática de esportes aquáticos. Para os integrantes do Fundo da Folia, cada mergulho representa mais um passo para manter esse patrimônio natural protegido e acessível às futuras gerações.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

POSTS RELACIONADOS

plugins premium WordPress
Ir para o conteúdo