Evento encerrado no sábado (7) detalhou como o planejamento estratégico e o uso de dados transformaram a festa popular em um ativo organizado e atraente para grandes investimentos.

Foto: Jefferson Peixoto
Encerrado no último sábado (7), o Carnaval Academy Salvador marcou a iniciativa da Prefeitura de Salvador, via Saltur, de apresentar ao mercado a estrutura operacional que viabiliza o Carnaval. O evento reuniu executivos e gestores para discutir a transformação da festa: de uma manifestação popular espontânea para um megaevento gerido com métricas de desempenho, logística complexa e governança.
A programação serviu para demonstrar como a administração municipal buscou capitalizar o evento, não apenas financeiramente, mas em termos de organização e legado. A tese apresentada foi a de que a viabilidade de um evento de massa, que atrai grandes marcas como Ambev, iFood e Bradesco, depende diretamente da previsibilidade e da segurança jurídica e operacional oferecidas pelo poder público.
Planejamento e Infraestrutura Durante os três dias de imersão, o foco manteve-se nos processos de bastidores. Painéis sobre o “Master Plan” da festa e a logística de movimentação dos trios elétricos evidenciaram que o sucesso do evento é resultado de engenharia de tráfego e planejamento urbano, distanciando-se do improviso.
A pauta de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) e a visita técnica às centrais de monitoramento e inteligência reforçaram como o uso de dados e tecnologia tornou-se indispensável para a gestão de multidões e para a atração de investimentos privados que exigem compliance e estrutura.
Visão Estratégica A premissa do encontro foi validar o Carnaval como um produto que exige gestão profissional. Isaac Edington, presidente da Saltur, define a metodologia adotada pela prefeitura para elevar o patamar organizacional da folia. “Tratar esse ativo com visão estratégica é entender que festa também é política pública, quando organizada com responsabilidade, dados, método e propósito”.
Ao final do evento, a mensagem transmitida ao mercado foi técnica: a capitalização do Carnaval de Salvador é fruto de uma decisão estratégica de tratar a cultura popular com o rigor de grandes operações corporativas, garantindo que o investimento público retorne em forma de organização, segurança e desenvolvimento econômico para a cidade.



