Presidente Carlos Muniz cobra celeridade nas indicações partidárias; ano legislativo terá foco no PDDU e fiscalização do transporte

Foto: Antonio Queirós
A Câmara Municipal de Salvador (CMS) deu a largada para a organização interna de seus trabalhos nesta terça-feira (3). Durante a primeira sessão ordinária, o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), solicitou aos líderes partidários que apresentem até a próxima sexta-feira (6) as indicações para a recomposição das 13 comissões temáticas.
A definição dos colegiados — prevista para ser finalizada na próxima terça (10) — é fundamental para o andamento de projetos estratégicos. Muniz garantiu que, mesmo em ano eleitoral, onde cerca de 30% dos vereadores devem disputar outros cargos, a produtividade não será afetada.
Entre as prioridades está a Política Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS). Segundo o presidente, a matéria deve ir a plenário em março, após um mês de análise das bancadas. “Assim que o projeto chegar à Câmara, terá prioridade, pois trata de um tema fundamental para a cidade”, afirmou.
PDDU e Polêmicas Urbanas
Outro tema central para o futuro da cidade, o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), não será votado às pressas. Muniz assegurou que o texto só tramitará após a conclusão dos estudos da Fundação Getulio Vargas e passará por uma bateria de pelo menos 20 audiências públicas — metade delas nas Prefeituras-Bairro.
A pauta urbana também inclui o projeto do vereador Maurício Trindade que visa limitar eventos e o uso de equipamentos sonoros na orla da Barra e Ondina, tema que exige amplo debate nas comissões antes de ser votado.
Novas Lideranças
A sessão marcou o posicionamento das lideranças para a nova legislatura. O vereador Randerson Leal (Podemos) assumiu a bancada de oposição com um discurso focado na cobrança por transparência no transporte público e crítica ao atraso do Plano Diretor.
“Um dos temas mais importantes que vamos pautar é o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que já acumula quase dois anos de atraso”, declarou Leal. Sobre a mobilidade, ele foi incisivo: “A Câmara aprovou subsídios para evitar o aumento da tarifa, mas, mesmo assim, houve reajuste. Precisamos de mais transparência e acesso aos números do sistema”.
Reconduzido à liderança do Governo, Kiki Bispo (União Brasil) adotou um tom conciliador, projetando uma “pauta mínima” para o ano. “O contraditório é fundamental para os temas mais caros da cidade e eu espero que a gente possa seguir conversando, tratando todos os assuntos e correspondendo aos anseios da cidade”, disse.



