
O Ministério da Saúde iniciou neste fim de semana uma nova etapa no combate à dengue com a vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, que começa a ser aplicada em massa em três municípios brasileiros como parte de uma estratégia piloto para avaliação do impacto da imunização.
A vacinação em larga escala foi lançada em Botucatu (SP) neste domingo (18), após ter começado no sábado (17) em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a população local de 15 a 59 anos como público-alvo. Nessa primeira fase, 204,1 mil doses foram distribuídas entre as três cidades, sendo 80 mil em Botucatu, 60,1 mil em Maranguape e 64 mil em Nova Lima.
Segundo o Ministério da Saúde, a ação piloto tem como objetivo avaliar em campo a redução da incidência da doença e a dinâmica de transmissão após a vacinação, com acompanhamento clínico dos efeitos e possíveis eventos adversos ao longo de um ano antes de ampliar o uso em todo o país.
A vacina aplicada nesses municípios é denominada Butantan-DV e a primeira contra a dengue no mundo com esquema de dose única e tecnologia totalmente brasileira e já conta com registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e tem sua implementação observada como potencial marco na política de imunização nacional.
O ministro Alexandre Padilha destacou a importância da estratégia e informou que, com a chegada de mais doses produzidas pelo Instituto Butantan, a vacinação em dose única poderá ser ampliada gradualmente para toda a população elegível, conforme a disponibilidade de imunizantes.
Antes da expansão nacional, está prevista a vacinação de profissionais da Atenção Primária à Saúde com cerca de 1,1 milhão de doses adicionais, a partir de fevereiro, aproveitando a capacidade de produção e acordos de transferência de tecnologia com parceiros internacionais.
Enquanto isso, o SUS continuará oferecendo a vacina japonesa contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses, disponível em unidades básicas de saúde em todo o país.


