Ação preventiva busca rastrear origem de bebidas adulteradas, enquanto Ministério da Saúde envia 100 ampolas de etanol farmacêutico para tratar os sete casos confirmados em Ribeira do Pombal.

Foto: Rafael Martins
O Governo da Bahia intensificou as ações de prevenção e resposta após a confirmação de sete casos de intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal. Em uma frente de atuação, o Procon Bahia notificou distribuidoras de bebidas para rastrear a origem dos produtos adulterados; em outra, a rede de saúde estadual foi reforçada com o recebimento de 100 ampolas do antídoto utilizado no tratamento.
A ação do Procon-BA, órgão ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), foi iniciada após laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmarem a presença de metanol em lotes de vodka comercializados no município. Dois estabelecimentos já foram notificados e devem apresentar de imediato a rastreabilidade dos produtos, notas fiscais e certificados de regularidade sanitária. O objetivo é bloquear a cadeia de distribuição da substância.
O Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, reforçou o caráter protetivo da medida. “Nossa prioridade absoluta é a proteção da vida e da saúde do consumidor através da prevenção. As notificações são passos fundamentais para identificar a origem desses produtos e, caso haja outros itens em estoque, retirá-los de circulação”, afirmou.
A operação segue em cooperação com a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária, e os responsáveis poderão responder criminalmente. O Procon-BA alerta os consumidores para que evitem produtos de procedência duvidosa e denunciem irregularidades pelo e-mail denuncia.procon@sjdh.ba.gov.br.
Reforço no tratamento
Paralelamente à fiscalização, o Ministério da Saúde enviou à Bahia uma remessa de 100 ampolas de etanol farmacêutico. O produto é considerado um antídoto vital, pois impede que o metanol se transforme em substâncias ainda mais tóxicas no organismo.
A chegada do medicamento garante que a rede de assistência do estado tenha suporte imediato para o tratamento dos pacientes intoxicados. Segundo especialistas, a agilidade na administração do antídoto, nos casos indicados, é o fator principal para reduzir a taxa de letalidade e a ocorrência de sequelas graves.


