Com mais de 24 mil denúncias só em 2025, iniciativa da Sedur busca educar a população sobre os limites do som e as consequências do barulho excessivo.

Foto: Otavio Santos
Uma exposição montada no térreo da Estação da Lapa, nesta quinta-feira (11), chamou a atenção de quem passava pelo local ao exibir equipamentos sonoros apreendidos pela Operação Sílere em Salvador. A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), tem como objetivo principal conscientizar a população sobre os impactos da poluição sonora.
Os números revelam a dimensão do problema na capital baiana. Somente em 2025, a prefeitura já registrou mais de 24 mil denúncias, um número que supera o total de todo o ano passado (23 mil). As operações resultaram no recolhimento de 849 equipamentos irregulares este ano. Os bairros de Itapuã, Pituba e Rio Vermelho são os que mais geram reclamações.
Márcia Cardim, gerente de Fiscalização da Sedur, explica que o objetivo da exposição vai além da punição. “Não é só apreensão e punição; é educação e orientação ao cidadão. A gente está aqui para orientar que o seu direito termina quando começa o do outro. E para lembrar que existem consequências da poluição sonora”, afirmou a gerente.
As denúncias devem ser feitas pelo número 156 no momento exato da ocorrência. A legislação municipal estabelece limites de 70 decibéis entre 7h e 22h, e 60 decibéis das 22h às 7h. As multas para reaver um equipamento apreendido podem variar de R$ 4 mil a R$ 235 mil.
A cuidadora de idosos Gabriela Gomes, de 39 anos, aprovou a iniciativa. “Eu moro em um lugar que é mais tranquilo, mas entendo o que as pessoas passam. Este trabalho é muito importante. Enquanto a população não se educar, sempre terá som alto, paredão, porque é questão de educação e respeito”, comentou.
A fiscalização é realizada de forma rotineira pela Sedur e intensificada nos finais de semana através da Operação Sílere, uma ação conjunta que envolve a Transalvador, a Guarda Municipal e as polícias Militar e Civil para coibir o som excessivo nos bairros da cidade.


