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Sepromi formaliza parceria com Organizações da Sociedade Civil e investe R$ 3 milhões no Empreendedorismo Negro

Foto: Erlon Sousa

Em uma importante iniciativa para promover a autonomia econômica de pessoas negras no Estado da Bahia, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), celebrou hoje, 2 de dezembro, a assinatura do Termo de Colaboração referente ao Edital de Chamamento Público nº 002/2025 – Empreendedorismo Negro II. A cerimônia, realizada no auditório da sede da Secretaria, formalizou a parceria com dez Organizações da Sociedade Civil (OSCs), destinando um total de R$ 3 milhões para apoiar o fortalecimento e a expansão de pequenos empreendimentos liderados por pessoas negras, além de promover a comercialização e o desenvolvimento técnico no setor.

“A geração de renda é uma das ferramentas mais potentes para enfrentar o racismo estrutural, porque fortalece a autonomia econômica e transforma realidades. Investir no empreendedorismo negro é investir em mais oportunidades para as mulheres. Essa é uma potente estratégia para impulsionarmos o desenvolvimento dos territórios, valorizarmos saberes ancestrais e garantirmos que mais famílias tenham condições de viver com dignidade e prosperar”, afirmou Ângela Guimarães, secretária da Sepromi.

O investimento tem como objetivo impulsionar a inclusão econômica da população negra e de povos e comunidades tradicionais, proporcionando mais acesso a recursos financeiros, capacitação e visibilidade no mercado. “O edital vai fortalecer ainda mais nosso projeto, ampliando o apoio às mulheres negras e à agricultura familiar em nossa cidade. Atenderemos diretamente 35 mulheres negras e quilombolas, e a expectativa é alta, pois iremos gerar renda para essas trabalhadoras, desde as donas de casa até as jovens agricultoras, contribuindo para sua sobrevivência e para o fortalecimento da produção familiar e da economia solidária”, disse Natália da Silva Almeida, presidenta da União das Associações de Pequenos Agricultores de Cansanção – UAPAC, gestora do projeto Unidas para empreender.

Foto: Erlon Sousa

O Edital está dividido em duas modalidades de apoio. A primeira, voltada para a aquisição de equipamentos e insumos para pequenos empreendimentos pré-existentes, atenderá nove projetos de empreendedores negros. A segunda modalidade focará na realização da Feira Afro Bahia do Empreendedorismo Negro, que reunirá atividades comerciais, culturais e de capacitação técnica, com um projeto selecionado para este fim.

O valor será destinado à execução das ações previstas nos planos de trabalho das OSCs selecionadas, com um prazo de vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado. O programa está vinculado ao Plano Plurianual 2024-2027 e ao Programa 426 – Bahia Antirracista, que visa combater o racismo estrutural e promover a equidade racial, com foco na inclusão socioprodutiva de negros e negras no estado da Bahia.

“Vamos beneficiar mulheres negras, mães atípicas e aquelas em situação de vulnerabilidade. O projeto chega como um fôlego novo para essas mulheres. Sabemos das dificuldades de viver no interior, na periferia e na zona rural, onde muitas vezes faltam assistência e acesso a informações sobre como empreender e conquistar sua própria renda. As iniciativas de empreendedorismo negro vêm justamente para mudar esse cenário, mostrando que existe outra possibilidade de vida, diferente daquela em que elas cresceram, e que pode impulsionar transformações para elas, suas famílias e toda a comunidade”, salientou Rosângela Amorim, coordenadora do Instituto de Desenvolvimento Humano e Ação Comunitária – IDAC, responsável pelo projeto Empreendedorismo Negro.

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