
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou duramente as mudanças promovidas pelo relator, Guilherme Derrite, no PL 5.582/2025, projeto de lei batizado como “Antifacção”, encaminhado pelo governo federal ao Congresso para reforçar a repressão às organizações criminosas que dominam territórios e atividades econômicas.
Segundo Gleisi, as alterações “tiram a Polícia Federal do combate ao crime organizado” e representam “um presente para as facções que atuam em todo o país, inclusive no mercado financeiro”.
Entre os principais pontos de critério da ministra está o enfraquecimento da atuação federal: ela afirma que o texto do relator condiciona as operações da Polícia Federal à provocação do governador do estado, o que abriria “margem para interferência e enfraquecimento da autoridade federal”.
As mudanças do relator Guilherme Derrite no Projeto de Lei Antifacção tiram a Polícia Federal do combate ao crime organizado. Isso é um presente para as facções que atuam em todo o país, inclusive no mercado financeiro, e que estão sendo enfrentadas com inteligência.
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) November 10, 2025
As mudanças…
Outro ponto destacado por Gleisi é a retirada da possibilidade de classificação das facções como terroristas, ou seja, embora a ideia permaneça com outro nome, ela entende que isso “não resolve nada, mas representa uma grave ameaça à soberania do país e às nossas empresas”.
A Receita Federal também emitiu nota criticando a redação do projeto: avaliou que a nova proposta abre brechas para enfraquecer a autoridade federal e comprometer o esforço de desestabilizar a estrutura de financiamento das organizações criminosas.



