Para o líder do Governo no Senado, o combate ao crime deve ser feito a partir da articulação entre os entes federativos e a sociedade civil, com foco em respostas concretas

Durante a instalação da CPI do Crime Organizado no Senado Federal, o senador e líder do Governo, Jaques Wagner (PT-BA), defendeu que os trabalhos da comissão ofereçam contribuições efetivas para o fortalecimento da segurança pública no país.
“Nosso dever aqui é produzir respostas claras, com base em dados e evidências, que possam orientar políticas públicas mais eficazes no combate ao crime organizado”, afirmou Wagner.
O senador fez um alerta para o risco de o propósito da comissão ser distorcido, especialmente em um ano pré-eleitoral. Para ele, é fundamental que o debate não seja contaminado por interesses partidários.
“Considero imprescindível que este esforço não se transforme em um palanque eleitoral no período que antecede as eleições e que evitemos que este espaço se desvie do seu propósito para se concentrar nas disputas partidárias”, ponderou.
Wagner reforçou que o foco do colegiado deve ser a formulação de medidas para fortalecer o enfrentamento à marginalidade, com uma atuação construída de maneira integrada entre o governo federal, as gestões estaduais, especialistas, pesquisadores e a sociedade civil.
Eleição da Mesa
Na mesma sessão, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito presidente da comissão, em uma votação com placar de 6 a 5. Após assumir o posto, Contarato designou o autor do pedido de criação da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), para a relatoria dos trabalhos.



