
O Instituto Afroamérica – Bahia divulgou uma nota de repúdio à operação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, classificando a ação como parte de uma “política de genocídio da população negra” conduzida pelo governo de Cláudio Castro (PL).
A entidade denuncia o uso da necropolítica — gestão da morte como instrumento de Estado — e critica a criminalização de corpos negros sob a justificativa do combate ao tráfico. O texto pede investigação independente, punição dos responsáveis e mudança urgente nas políticas de segurança pública.
Em nota repudiando o ocorrido, a entidade exige:
- Apuração imediata e transparente das responsabilidades pelo massacre de 121 pessoas, com investigação independente e punição do governador, dos agentes e mandantes;
- Ruptura com a lógica necropolítica na segurança pública, substituindo-a por políticas que ataquem as raízes da violência — o tráfico internacional de armas, drogas e seres humanos, e a concentração de renda;
- Implementação urgente de uma nova política de segurança, centrada na proteção da vida, no desarmamento, na prevenção e na justiça social, com protagonismo das comunidades afetadas;
- Reconhecimento institucional do racismo estrutural como fundamento das desigualdades e violências no Brasil, exigindo ações concretas de reparação e justiça racial em todos os níveis do Estado.
O Instituto também convoca a população para o Ato Nacional contra o Genocídio do Povo Negro – “Chega de Extermínios”, que acontece nesta sexta-feira (31), às 16h, na Praça da Piedade, com caminhada até o Campo da Pólvora, em Salvador.
“A paz só será possível com justiça, memória, reparação e o fim do racismo institucionalizado”, afirma o manifesto.


