
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para o cargo de líder da minoria. A informação foi divulgada no Diário Oficial da Câmara desta terça-feira (23).
A indicação havia sido feita na semana passada pela bancada do PL como estratégia para evitar que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro continuasse recebendo faltas, o que pode resultar na perda do seu mandado. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro.
A indicação de lideranças normalmente é aceita de forma automática pela Mesa Diretora, o que não ocorreu desta vez. Na semana passada, Motta classificou a escolha como “um caso atípico”.
Na segunda-feira (22), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Bolsonaro e o empresário e influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, por coação no curso do processo, pela atuação de ambos nos Estados Unidos.
Nesta terça-feira, o Conselho de Ética da Câmara vai abrir o processo de cassação do mandato do deputado, solicitado pelo PT com a justificativo de que Eduardo Bolsonaro cometeu quebra de decoro parlamentar.
O partido do argumenta que “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos que atentam contra a ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”.
Eduardo, até agora, não recebeu nenhuma punição do comando da Câmara sobre as suas ações contra o país nos Estados Unidos.
Para não se indispor com a bancada bolsonarista, o presidente da Casa, Hugo Motta, preferiu deixar com que o deputado perca o mandato por excesso de faltas, o que ainda vai levar alguns meses para acontecer.
Fonte: Valor Econômico



