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CPMI do INSS: Diretora de auditoria da CGU diz que denúncias foram feitas em 2021

Relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, presidente, senador Carlos Viana, e a diretora da CGU Eliane Viegas | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) ouviu nesta quinta-feira (4) a diretora de auditoria de previdência da Controladoria Geral da União (CGU), Eliane Viegas Mota, que depôs como testemunha para esclarecer as auditorias feitas sobre as fraudes nos descontos irregulares em benefícios pagos a aposentados e pensionistas.

As fraudes foram investigadas pela CGU em parceria com aa Polícia Federal (PF) em abril, no âmbito da Operação Sem Desconto que apontou cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos associativos não autorizados entre 2019 e 2024.

Eliane Viegas disse que informações sobre irregularidades em descontos associativos no INSS chegaram à CGU em 2019, mas até então não havia indícios de que se tratava de uma prática generalizada. Quatro associações chegaram a ser suspensas naquela oportunidade, após a recomendação feita ao INSS.

Relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) questionou se a CGU fez “alguma comunicação para alguma autoridade da República sobre irregularidades de desconto associativo” em 2021, ainda durante o governo Bolsonaro. Viegas respondeu: “Se nós pegarmos as atas do GTI Previdência, nós temos, sim, manifestação. Não só da CGU, mas do Ministério Público, da Defensoria Pública da União”, sinalizando as “inúmeras comunicações” ao INSS, mas que o órgão se omitiu em algumas situações de necessidade.

Assista ao trecho:

Crédito: PT no Senado

A diretora de auditoria afirmou que outros órgãos comunicaram ao Instituto sobre esse problema em 2021, e a própria CGU fez outro comunicado em 2024, também ao Ministério da Previdência e ao INSS.

Mais cedo, a CPMI apresentou vários requerimentos. Um deles pede informações ou registros de saída e entrada, inclusive imagens de segurança, de Antônio Carlos Camilo, o “careca do INSS”, nas dependências do Senado Federal.

O depoimento dele está marcado para a próxima quinta-feira (11/9). E na segunda-feira (8/9) será ouvido o ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

As informações são de TV Brasil e Agência Senado

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