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Mais de 92 mil pessoas voltam a estudar com o Programa Brasil Alfabetizado

O direito à educação não tem idade, e essa conquista está chegando cada vez mais às favelas, periferias e comunidades do Brasil. O Programa Brasil Alfabetizado (PBA), retomado em 2024 pelo Ministério da Educação (MEC), acaba de encerrar um novo ciclo com mais de 92 mil matrículas em todo o país.

Foto: Reprodução

A iniciativa alcançou 20 estados e 1.280 municípios, reunindo 2.426 turmas em áreas urbanas e 4.444 em áreas rurais. Muitas dessas aulas acontecem em espaços da quebrada: associações de moradores, igrejas, centros comunitários e até em unidades prisionais, garantindo que jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à escola possam finalmente aprender a ler e escrever.

Criado em 2004, o Brasil Alfabetizado é parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). O objetivo é claro: dar oportunidade para quem tem 15 anos ou mais e ainda não foi alfabetizado. No Brasil, segundo o IBGE, 11,4 milhões de pessoas vivem nessa situação.

Para as comunidades periféricas esse programa é mais que aula: é cidadania e oportunidade. Quem aprende a ler e escrever conquista autonomia para lidar com o dia a dia desde assinar o próprio nome até acessar serviços, buscar emprego melhor ou mesmo acompanhar os estudos dos filhos e netos.

Formação e apoio para alfabetizadores

As aulas são conduzidas por alfabetizadores e alfabetizadoras voluntárias ou bolsistas. O MEC oferece bolsas de R$ 1.200 para quem assume turmas em comunidades, incluindo intérpretes de Libras para garantir acessibilidade a pessoas surdas. Ao todo, 60 mil bolsas serão distribuídas em todo o Brasil.

Para apoiar esses educadores, o programa disponibiliza formações online e a coleção “Trilhas para Alfabetização”, com materiais pedagógicos acessíveis no portal do MEC.

Até 2027, o Brasil Alfabetizado vai abrir 900 mil vagas, com investimento de R$ 964 milhões, priorizando os 2.786 municípios com maiores índices de analfabetismo. O pacto nacional, no total, prevê 3,3 milhões de novas matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), com investimento de R$ 4 bilhões.

Educação como chave para o futuro

Para moradores de favelas e periferias, onde o acesso à educação foi negado historicamente, o programa é uma chance real de transformar vidas. Seja no campo ou na cidade, aprender a ler e escrever significa abrir portas: de trabalho, de cidadania e de dignidade.

O Brasil Alfabetizado mostra que nunca é tarde para recomeçar — e que a educação popular segue sendo uma ferramenta poderosa para a quebra do ciclo da exclusão social.

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