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Bolsonaro é denunciado pela PGR por tentativa de golpe de Estado

Ex-presidente e outras 33 pessoas são acusados de crimes como organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Em novembro, o ex-presidente já havia sido indiciado, junto a outras 36 pessoas, por tentativa de golpe de estado.

Além de Bolsonaro, a acusação também envolve outros militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. De acordo com a Agência Brasil, também foram acusados:

1. Ailton Gonçalves Moraes Barros

  1. Alexandre Rodrigues Ramagem
  2. Almir Garnier Santos
  3. Anderson Gustavo Torres
  4. Angelo Martins Denicoli
  5. Augusto Heleno Ribeiro Pereira
  6. Bernardo Romão Correa Netto
  7. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
  1. Cleverson Ney Magalhães
  2. Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
  3. Fabrício Moreira de Bastos
  4. Filipe Garcia Martins Pereira
  5. Fernando de Sousa Oliveira
  6. Giancarlo Gomes Rodrigues
  7. Guilherme Marques de Almeida
  8. Hélio Ferreira Lima
  9. Marcelo Araújo Bormevet
  10. Marcelo Costa Câmara
  11. Márcio Nunes de Resende Júnior
  12. Mário Fernandes
  13. Marília Ferreira de Alencar
  14. Nilton Diniz Rodrigues
  15. Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
  16. Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira
  17. Rafael Martins de Oliveira
  18. Reginaldo Vieira de Abreu
  19. Rodrigo Bezerra de Azevedo
  20. Ronald Ferreira de Araújo Júnior
  21. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
  22. Silvinei Vasques
  23. Wladimir Matos Soares

Confira a íntegra da denúncia:

As acusações da procuradoria estão baseadas no inquérito da Polícia Federal (PF) que indiciou, em novembro do ano passado, o ex-presidente no âmbito do chamado inquérito do golpe, cujas investigações concluíram pela existência de uma trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia será julgada pela Primeira Turma do Supremo, colegiado composto pelo relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do Tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.

Conspiração

Na parte sobre Bolsonaro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-presidente e o general Braga Netto, ex-ministro e vice na chapa com Bolsonaro – derrotada nas eleições de 2022, exerceram papel de liderança para realização de uma “trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas”.

“A organização tinha por líderes o próprio presidente da República e o seu candidato a vice-presidente, o general Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e Independência dos poderes e do Estado de Direito democrático”, afirmou Gonet.

Gonet diz que a denúncia contra Bolsonaro narra os fatos cometidos por uma “organização criminosa estruturada” para impedir a concretização da vontade popular demonstrada com o resultado das eleições de 2022, quando Lula foi eleito presidente.

” O presidente da República [Bolsonaro] adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Essa escalada ganhou impulso mais notável quando Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o mais forte contendor na disputa eleitoral de 2022, tornou-se elegível, em virtude da anulação de condenações criminais”, afirmou.

As informações são da Agência Brasil

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