
O Encontros Negros começou na Casa do Benin, em Salvador, com debates sobre o protagonismo e a representatividade da população negra em diferentes áreas da sociedade. O evento trouxe reflexões sobre a luta por visibilidade e respeito, com mesas que discutiram o papel da tecnologia e da música na transformação social.
A primeira mesa, “Vozes Negras na Era Digital: a tecnologia como Ferramenta de Empoderamento e Representatividade”, contou com Tiago Banha e Edilene Alves. Os participantes destacaram como as novas tecnologias podem ajudar a combater desigualdades, promovendo narrativas positivas e ampliando o acesso à informação.

No turno da tarde, a mesa “Composição Negra: Identidade, Resistência e Inovação na Música Brasileira” reuniu Pierre Onassis e A Dama. Pierre Onassis refletiu sobre a importância da luta por respeito e pela preservação das heranças ancestrais. “Lutar é essencial. Lutamos por respeito, por um lugar ao sol, pelos nossos filhos e pelo nosso povo. Essa referência de luta está em nossos ancestrais e na força que herdamos deles. A música, para mim, é um ato de militância, de expressão e de resistência”.
Já A Dama falou sobre os desafios diários enfrentados pela população negra, incluindo o racismo e o machismo, reforçando a sobrevivência como um ato de resistência. “A sobrevivência é uma luta constante. Lutamos contra o racismo, o machismo e tantas outras formas de opressão. Cada dia é uma batalha para superar as angústias, as misérias e as dificuldades. Sobreviver já é um ato poderoso, e estar aqui, ocupando este espaço, é uma vitória coletiva”.
Os debates promoveram uma rica troca de experiências entre palestrantes e público, destacando temas urgentes para a comunidade negra. O evento continua na quinta-feira, 28 de novembro, com mais duas mesas. Às 14h30, “Comunicação e Representatividade: A Voz da Comunidade Negra na Mídia” terá Nina Santos e Igor DSN. Às 16h30, “Literatura Negra: Vozes, Narrativas e Resistência” contará com Elisa Lucinda e Quito Ribeiro.




