40,3% dos domicílios tinham casais com filhos, fatia que caiu para 30,7% em 2022

A parcela dos lares formados por casais com filhos caiu entre 2010 e 2022, enquanto a participação daqueles em que os casais não têm filhos avançou em igual período. As mudanças na formação das famílias brasileiras está na pesquisa “Composição domiciliar e óbitos informados” do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada a partir do Censo Demográfico 2022.
Em 2010, 40,3% dos domicílios tinham casais com filhos, fatia que caiu para 30,7% em 2022. Os lares com casais sem filhos, por sua vez, ampliaram a participação no total de 16,1% para 20,2%.
O número de filhos por mulher no Brasil – a taxa de fecundidade – era de 5,8 em 1970 – e caiu de forma consistente desde então. Pelos dados mais recentes do IBGE, era de 1,57 em 2023, ante 2,32 filhos por mulher em 2000 e 1,66 em 2020. O indicador de 2023 fica abaixo dos 2,1 do chamado nível de reposição, que é o número de filhos necessário para que a população se mantenha no mesmo patamar.
A pesquisa traz informações também sobre outras configurações familiares. A parcela dos domicílios com responsável sem cônjuge, mas com filho, foi pouco alterada: passou de 16,3% em 2010 para 16,5% em 2022.
A proporção dos domicílios com casal em que um dos cônjuges tinha pelo menos um filho que era somente seu recuou de 8% em 2010 para 7,2% em 2022.
A quinta categoria detalhada pelo IBGE foi a dos demais domicílios – formada principalmente por aqueles em que vive apenas um morador. Essa fatia dos demais domicílios subiu de 18,3% em 2010 para 25,5% em 2022. Os domicílios unipessoais passaram de 12,2% para 18,9%.
As informações são do Valor Econômico



