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Ministro de Minas e Energia pede que Aneel reavalie bandeira vermelha 2 em outubro

A solicitação foi feita em ofício encaminhado pelo ministro à Aneel na tarde desta terça-feira (1°)

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pediu que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reavalie o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 em outubro. O pedido é para que a agência considere usar o saldo da Conta Bandeiras para atenuar a cobrança extra nas tarifas de energia neste mês e nos próximos.

A solicitação foi feita em ofício encaminhado pelo ministro à Aneel na tarde desta terça-feira (1°). Silveira pede que a agência considere o saldo superavitário da conta para definir as bandeiras de cada mês, inclusive podendo recalcular a de outubro.

Neste mês, está em vigor a bandeira vermelha 2, a mais cara, que tem cobrança extra de R$ 7,87 a cada 100 KWh (quilowatt-hora) consumidos. Em setembro, a Aneel chegou a divulgar o acionamento desse patamar, mas depois recalculou os custos necessários para o acionamento de térmicas e mudou a bandeira para vermelha nível 1.

[O acionamento] traz repercussões para as famílias, em especial a partir do impacto nas despesas de energia elétrica, bem como o impacto inflacionário a partir do efeito da energia elétrica nos produtos e serviços. Por fim, como formulador de política pública, reforço à Aneel que avalie a utilização do saldo superavitário da conta como instrumento para definição da aplicação das bandeiras a cada mês, inclusive a partir de outubro de 2024″, diz o ofício.

Também nesta 3ª feira (1º.out), Alexandre Silveira criticou o acionamento da bandeira mais cara pela Aneel e disse que a medida demonstra “falta de alinhamento e sensibilidade com a tarifa de energia do Brasil”. A declaração foi dada entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.

Em nota à imprensa, a Aneel afirmou que assim que receber fará a devida análise. No entanto, pondera que “a metodologia aprovada após consulta pública é bastante sólida e resulta em bandeira vermelha, patamar 2, para o mês de outubro. Trata-se de mecanismo objetivo, sem discricionariedade da Aneel em sua aplicação”.

Segundo a agência, qualquer alteração do mecanismo de bandeiras e da sua forma de cálculo precisará passar “por uma análise competente, pública e transparente, seguindo o rito”.

A entidade reguladora lembrou que a bandeira esteve verde por mais 2 anos seguindo as mesmas métricas, uma vez que as condições de operação do sistema assim indicaram. E que agora a situação é diferente, uma vez que o Brasil atravessa um grave período de seca e de baixa geração de energia pelas hidrelétricas.

Ainda segundo a Aneel, o saldo Conta Bandeiras é sempre devolvido aos consumidores e, em 2024, contribuiu para que reajustes fossem reduzidos. Disse que, em fevereiro, o saldo era de R$ 10 bilhões, tendo reduzido para R$ 5 bilhões, valor que pode ser rapidamente consumido diante do cenário atual de custos extras no sistema.

Fonte: Poder 360

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