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Setor de serviços atinge ocupação recorde de 14,2 milhões

Em comparação ao nível pré-pandemia (2019), o crescimento foi de 10,3%

Foto: Reprodução/Pixabay

O setor de serviços empregou 14,2 milhões de pessoas em 2022, recorde da série histórica iniciada em 2007. O resultado representou um crescimento de 5,8% em relação a 2021, com um incremento de 773,1 mil pessoas na mão de obra.

As informações são da PAS (Pesquisa Anual de Serviços) 2022, publicada nesta quarta-feira (28). Em comparação ao nível pré-pandemia (2019), o crescimento foi de 10,3%.

Segundo a pesquisa, eram 1,6 milhão de empresas ativas de serviços não financeiros em 2022. Elas pagaram R$ 518 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e acumularam R$ 2,7 trilhões em receita operacional líquida no período.

A proporção da receita líquida capturada pelas 8 maiores empresas do setor foi de 6,8%, o menor valor da série histórica da pesquisa.

A PAS analisa 7 segmentos, com 34 atividades em nível nacional e 13 atividades em nível regional.

“Parte determinante do desempenho do setor de serviços pode estar associada à intensificação do retorno da atividade econômica após o auge da crise da pandemia de covid-19, além do impulso em setores com forte integração com outras áreas da economia”, afirma o IBGE no relatório que acompanha os dados da pesquisa.

Os resultados, acrescenta, estão inseridos em um contexto de retomada plena das atividades produtivas e de intensificação de “setores-chave” para as pessoas e empresas, como Transportes e Tecnologia da Informação.

Para o IBGE, os dados refletem o desempenho dos principais indicadores macroeconômicos no período. O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 3% em 2022. Já a taxa de desemprego fechou o ano em 7,9%, abaixo dos 11,1% em que iniciou.

Segundo a PAS, as 5 atividades que mais empregaram em 2022 corresponderam a 47,3% da mão de obra de serviços no período. Foram elas:

  • serviços de alimentação: 1,65 milhão de pessoas;
  • serviços técnico-profissionais: 1,61 milhão de pessoas;
  • transporte rodoviário de cargas: 1,19 milhão de pessoas;
  • serviços para edifícios e atividades paisagísticas: 1,17 milhão de pessoas;
  • serviços de escritório e apoio administrativo: 1,09 milhão de pessoas.

O salário médio mensal do setor de serviços foi de 2,3 salários mínimos, mesmo nível em que estava em 2013, mas abaixo de 2007 (2,6). O salário médio no Sudeste seguiu acima da média nacional, passou de 2,6 salários mínimos em 2013 para 2,7 em 2022.

Fonte: Poder 360

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