Curador e diretor do evento, Vince de Mira fala sobre a celebração artística que fará a capital baiana acolher artistas lusófonos e ibéricos entre 5 e 9 de junho, com programação vibrante e inclusiva

A 9ª edição do Festival Zona Mundi já tem data marcada: entre os dias 5 a 9 de junho em Salvador. A proposta do evento é promover conexões entre artistas de diferentes cantos do mundo que compartilham a língua portuguesa como idioma oficial. Com uma programação inclusiva, rítmica e rica, esta será a 9ª edição do evento, que é conhecido por ser um espaço de celebração e intercâmbio artístico entre o Brasil, países lusófonos e ibéricos.
O Festival Zona Mundi foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano III, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal e pelo edital de Eventos Artísticos Calendarizados 2023, realizado pela FUNARTE (Fundação Nacional das Artes). Este ano, o Zona Mundi conta com a parceria e co-realização do projeto MARIMBA, uma associação cultural sediada em Portugal e Moçambique, que prevê o lançamento de uma filial durante a programação de 2024. Esta edição também será marcada pelo fomento à diversidade cultural e pela convergência entre diversas linguagens artísticas.
Vince de Mira, diretor e curador do festival Zona Mundi, conta que as expectativas para essa edição são as melhores possíveis. “O apoio da Funarte, dentro do programa de eventos calendarizados artísticos, permite que a gente realize o festival esse ano e planeje o próximo. Então, planejamos que algumas ações tenham continuidade para sair de 2024 mais maduro para 2025”.
“Com o apoio da FGM, a cultura, abarcando esse modelo econômico, também pode ser interessante para uma ação curatorial que envolva também a riqueza dessas culturas e o ponto convergente entre essas culturas”, disse.
Totalmente presencial, o Festival Zona Mundi transformará a capital baiana no epicentro das atenções para os amantes da música de todo o mundo durante cinco dias de evento. Com acesso gratuito em grande parte das atividades, o Festival promete oferecer mais de dez eventos que visam dialogar e fortalecer as produções artísticas.
“Em 2022 a gente já fez uma boa parte presencial, só que os shows foram no teatro e todo mundo de máscara, com uma parte online – as reuniões, os hacks, as questões de galeria virtual, etc -. Agora é mais a cara do Zona Mundi, ocupando a cidade”, comentou Vince.
O curador do Festival comenta que o evento estará no centro da cidade, no Parque da Cidade e no MAM (Museu de Arte Moderna da Bahia), lugar onde o Zona Mundi nasceu. “Retomar esse lugar é maravilhoso para o festival, dá uma reoxigenada, reconecta também uma nova geração de público”, contou.
O Festival Zona Mundi 2024 promete uma programação vibrante, repleta de talentos internacionais, promovendo o encontro de artistas de diversas partes do mundo para compartilhar suas músicas e culturas. Este evento, que ocorrerá de 5 a 9 de junho em Salvador, destaca-se como um verdadeiro palco de intercâmbio artístico global.
Entre os destaques desta edição estão artistas renomados como Patche Di Rima, da Guiné-Bissau, Siwo, de Moçambique, Indi Mateta e Jorge Mulumba, ambos de Angola. Suas performances prometem encantar o público com uma riqueza rítmica e melódica inigualável. Representando a Bahia, estarão presentes os talentosos Josyara e Pedro Pondé, trazendo a sonoridade e o espírito baiano para o festival.
Para Vince de Mira, o processo de curadoria do evento perpassa pela dimensão filosófica e econômica. “Eu desmistifico muito essa coisa da curadoria só conceito, da curadoria feita nesse lugar especial do curador. Na verdade, um projeto ele tem uma dimensão filosófica que está a concepção em torno disso e a dimensão econômica. Então, para você viabilizar uma dimensão filosófica, você tem que também contextualizar a dimensão econômica”, explicou.
“Primeiro, a gente partiu por uma articulação institucional do que eu queria para o festival, que é ser um festival – como diz o nome – que tenha música do mundo inteiro, que tenha artistas do mundo inteiro. O recorte que a gente fez esse ano foi para países que falam a língua portuguesa e países ibéricos, diante de um recorte institucional que foi criado com o Marimba, que é uma associação cultural sediada em Moçambique e em Portugal, e também de articulações com a Embaixada da Espanha e o Instituto Cervantes, que está permitindo também que artistas espanhóis venham.”
“A partir disso, podemos criar um contexto de intercâmbio entre esses artistas que já estão no escopo dessas instituições, porque já existe um catálogo de cadastro para artistas que têm o apoio da Embaixada da Espanha e do Instituto Cervantes, assim como o Marimba já trabalha com alguns artistas também em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, que a gente está trazendo para cá. Nossa missão é criar um contexto curatorial brasileiro, que esses artistas também possam trocar entre eles, enfim, e participar também das trocas de compartilhamento de tecnologia, que são ações paralelas, rodadas de negócios”, explicitou Vince.
Além de artistas lusófonos, o Zona Mundi expandirá suas fronteiras ao estabelecer um intercâmbio cultural com países ibéricos. Entre os convidados especiais estão Hugo Arán e Marina Tuset, ambos da Espanha, que enriquecerão o evento com suas performances envolventes.
O festival também celebra a diversidade musical do Brasil, com a participação de artistas e grupos de diferentes regiões do país. O duo paulista ÀVUÀ, o pernambucano Martins e a paraibana Luana Flores, do projeto Nordeste Futurista, são alguns dos nomes que representarão a rica cena musical brasileira.
Com uma programação inclusiva e abrangente, o Festival Zona Mundi 2024 reafirma seu compromisso de promover a cultura e a música como pontes de conexão entre os povos.
Acerca da importância desta iniciativa que tem como premissa a celebração e intercâmbio artístico entre o Brasil, países que falam oficialmente o português e países ibéricos. O diretor e curador do festival Zona Mundi, destacou: “Primeiro é a identificação cultural. São países que, por questões históricas, têm uma identificação na sua gastronomia, na sua música, no seu comportamento em geral. As pessoas que vivem nesses países, os povos têm um comportamento próximo por essa relação de identificação histórica, inclusive, e também por uma questão econômica. A gente está passando por um momento, como eu diria, satisfatório para essas conexões entre países que têm o programa de cooperação Sul-Sul. E o Brasil faz parte do intercâmbio econômico entre países da África também e América Latina, principalmente a América do Sul”, finalizou Vince de Mira.




