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Bahia registra aumento de 266% nos itens de hortifruti

Segundo a SEI, eventos climáticos extremos e a influência do El Niño interferem na produção dos alimentos na Bahia

Uma pesquisa divulgada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) aponta um aumento de 266% nos itens de hortifruti (legumes, verduras e frutas), na Bahia, entre outubro de 2023 e fevereiro deste ano.

Segundo a Superintendência, eventos climáticos extremos e a influência do El Niño interferem na produção dos alimentos na Bahia.

De acordo com o levantamento, o inhame (266%), chuchu (249%) e abóbora (215%) são os alimento que ficaram mais caros. Já no segmento das frutas, o principal vilão foi a banana prata, a caixa de 45 quilos que era vendida a R$105, em outubro, custa R$191 em fevereiro, um aumento de 82%.

O quilo era vendido por R$2,30 em outubro, em fevereiro aumentou para R$4,25. A fruta é produzida no oeste baiano e a safra foi prejudicada pelo calor extremo da região no ano passado. Além da banana, caju (76%), abacaxi (59%), coco verde (54%) e laranja pera (51%) aparecem no ranking.

Economista da Sei, Denilson Lima, fala sobre a realidade dos agricultores com os efeitos das catástrofes climáticas. A cidade de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, é a maior produtora de banana do Nordeste e a segunda do país, atrás apenas de São Paulo.

“Os produtores agrícolas convivem com a realidade das intempéries climáticas. Os desequilíbrios climáticos significativos, como o El Niño, perturbam a agricultura em todo o território nacional. A escassez de água na Bahia prejudicou a safra dos produtos”, conta.

A expectativa agora é que os efeitos climáticos percam força com a aproximação do outono, que terá início em 20 de março.

Com informações do site Notícia Preta

Foto: Tânia Rego/ Agência Brasil

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