Nomes do líder do governo no Senado, Jaques Wagner e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, aparecem como fortes na sucessão pelo cargo de Dino
Após a informação de que Flávio Dino seria indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), começou as apostas para a sucessão para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os nomes do líder do governo no Senado, Jaques Wagner e da ministra do Planejamento, Simone Tebet, aparecem como fortes na sucessão pelo cargo de Dino.
Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo da Folha, Wagner que é amigo pessoal de Lula, integra a lista de possíveis substitutos no comando da pasta. Aparecem ainda os nomes de Ricardo Lewandowski (ministro aposentado do STF), Jorge Messias (Advogado Geral da União), Marco Aurélio de Carvalho (advogado ligado ao grupo Prerrogativas) e Ricardo Cappelli (secretário-executivo do Ministério da Justiça).
De acordo com a Folha, a nomeação de Tebet para o cargo poderia servir como ajuda a Lula, para conseguir aplacar a contrariedade que deve surgir pelo o presidente não indicar uma mulher ao STF. A contrariedade seria por conta da entrada de Dino na vaga de Rosa Weber, que faz com que a Corte tenha apenas uma mulher entre seus integrantes, a ministra Cármen Lúcia.
O nome de Tebet chega com uma preocupação aos aliados de Lula, já que a ministra poderia ganhar uma plataforma poderosa para uma eventual candidatura à Presidência da República. Já Lewandowski voltou a figurar na bolsa de apostas, vai viajar nesta semana com Lula para Dubai, Emirados Árabes, onde participam da COP, e depois para Berlim.
Ex-ministro do STF, ele tem uma relação próxima com o presidente e já foi cotado para o cargo no começo do governo.
Marco Aurélio de Carvalho tem grande apoio dentro do próprio PT. Ele é filiado há 30 anos ao partido, e sua atuação na Operação Lava Jato foi considerada importante para que Lula pudesse, enfim, ser solto. Jorge Messias é também um dos preferidos de Lula para substituir Rosa Weber no STF.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil



