No Brasil, o medicamento é autorizado para o tratamento da doença e não para o uso preventivo
Estudos recentes mostram que o medicamento anastrazol pode reduzir a incidência de câncer de mama em quase 50% em mulheres que já passaram pela menopausa com risco moderado ou elevado da doença.
As instituições de saúde da Inglaterra disseram que a autorização foi “um grande passo em frente” para mulheres com um histórico familiar significativo de câncer. Estima-se que 289 mil mulheres poderiam ser elegíveis para o medicamento apenas na Inglaterra.
No Brasil, a situação é diferente: o medicamento é vendido em farmácia e autorizado apenas para o tratamento da doença – não para o uso preventivo.
Recomendado pela primeira vez como opção preventiva pelo Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido, em 2017, o uso do anastrozol desta forma foi agora licenciado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde como parte do programa de reaproveitamento de medicamentos do NHS.
O uso poderia prevenir 2 mil casos de câncer da mama na Inglaterra, segundo o NHS (sistema de saúde pública), o que poderia poupar ao serviço de saúde 15 milhões de libras em custos de tratamento. O anastrozol não está patenteado, o que significa que mais de uma empresa pode fabricá-lo e o medicamento pode ser distribuído de forma barateada. No Brasil, o medicamento genérico custa cerca de R$ 30.
A executiva-chefe do NHS, Amanda Pritchard, diz que o licenciamento do anastrozol “representa o primeiro passo para garantir que a opção de redução de risco possa ser acessada por todos que possam se beneficiar dela”.
No entanto, ainda há existe o risco de alguns efeitos colaterais da droga, que podem ser semelhantes aos sintomas da menopausa, como ondas de calor, náusea, artrite, dor de cabeça e fraqueza. O anastrozol funciona bloqueando uma enzima chamada aromatase para reduzir a hormônio estrogênio.




