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Rodoviários e empresários não chegam em acordo na reunião de hoje, terça-feira (7)

Negociações não avançaram e a reunião terminou sem acordo entre as partes

A reunião entre rodoviários e empresários mediada pela Superintendência Regional do Trabalho nesta terça-feira (7), em Salvador, terminou sem acordo e a possibilidade de greve de ônibus na semana que vem continua. O clima foi tenso nesta que era a segunda rodada de negociações. Uma rodada anterior de negociação aconteceu na semana passada.

“A tentativa foi importante, Ministério Público do Trabalho tentou uma saída para questão do conflito, mas infelizmente não teve sucesso. A tentativa de doutora Fátima de reagendar outra reunião vai ficar em aberto. Entendemos que publicando edital de 72h, inviabiliza até as negociações, porque os empresários tentam judicializar o movimento”, relatou Daniel Mota, do Sindicato dos Rodoviários.

Ele não definiu quando será publicado o edital. “Os advogados estão entrando edital com edital de publicação das 72h, e vamos avaliar o melhor momento para que não tenha conflito para um tribunal”, acrescentou. A greve de ônibus na capital baiana pode começar cumprindo o prazo depois da publicação.

O representante dos rodoviários diz que, na reunião, os empresários fizeram promessa de tentar ficar em dia com os pontos que não estão sendo cumpridos do acordo. “Alega que vai tentar cumprir até o final de mês, mas ficou constatado que tem um descumprimento. Eles admitem a questão do FGTS, fardamento, escala de folga. Ficou constatado que tem descumprimento da convenção coletiva. Alegam que é a crise, mas a gente acha que é recorrente”, afirmou Daniel.

A possibilidade de outra reunião de negociação é pequena, avalia. “O próximo caminho agora é no Tribunal Regional do Trabalho. Os empresários mesmos dizem que após publicar o edital eles não vêm mais aqui, vai pro TRT”, disse. “O presidente do Tribunal chama uma conversa anterior para ver se consegue articular uma saída”, disse ele.

Jorge Castro, que representa as empresas, falou após a reunião. “A greve é direito constitucional e quem define é o trabalhador. Se ele me comunicou 72h antes, está cumprindo a lei de greve e a Constituição. Enquanto empresa, só tenho uma alternativa. Solicitar o dissídio de greve e pedir ao presidente do Tribunal que convoque para uma audiência de conciliação e lá se discuta antes mesmo de acontecer a greve”, disse, lembrando que isso já aconteceu esse ano. “Não teve a greve por causa da audiência de conciliação”.

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