Valorizar a estética das mulheres negras é um mecanismo de autoafirmação identitária e racial. Por isso, 10 trancistas foram homenageadas, representando vários municípios da Bahia, que através dos seus trabalhos difundem histórias marcantes e inspiradoras.
As tranças constituem uma representação estética, cultural e histórica das mulheres negras.
“Valorizar e enaltecer as tranças e outros elementos da estética das mulheres negras é um mecanismo de autoafirmação identitária e racial. Além disso, é uma forma de dialogar com nosso passado e nossa cultura afro, que é o que define nossa identidade e nosso lugar na sociedade brasileira”.
O Movimento Vaitergorda, presente no evento, levou o empoderamento feminino com um belo desfile de mulheres negras e gordas. A importância e a valorização do corpo das mulheres gordas na sociedade também foi pautada, promovendo identificação entre as participantes do evento.
Muito mais que um penteado, as tranças são ferramentas de resgate da cultura e empoderamento estético, além de possibilitar autonomia financeira para profissionais do segmento.
Além de ser uma trancista talentosa, Anna Telles também é uma empresária de sucesso. Ela criou sua própria marca de produtos para cabelos crespos, que se tornou um verdadeiro sucesso entre as mulheres negras. Seus produtos são desenvolvidos com ingredientes naturais e específicos para as necessidades dos cabelos afro, proporcionando hidratação, definição e brilho.
A história de Anna Telles é inspiradora e representa a luta e a resiliência das mulheres negras no Brasil. Sua voz e sua força buscam fortalecer outras mulheres através da profissão de trancista.
Foto: Paulo Arcanjo
Fonte: Agência de Notícias das Favelas (ANF)



