Deputado republicano pediu investigação de “cultura de corrupção” na família Biden; Justificativa seria sonegação cometida pelo filho do presidente norte-americano
Um pedido de impeachment está sendo orquestrado contra o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Conforme informações do site Poder360, o presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, Kevin McCarthy, declarou, nesta terça-feira (12), que está orientando um comitê para abertura de inquérito para impedir Biden de governar.
McCarthy, que é do partido Republicano – tradicional adversário do partido Democrata, de Biden – afirmou que uma investigação do Comitê de Supervisão da Câmara encontrou uma “cultura de corrupção” na família do presidente, se referindo a acusações de sonegação contra o filho deste, Hunter Biden, que surgiram antes da posse presidencial.
“Há alegações de abuso de poder, obstrução e corrupção [que] merecem uma investigação mais aprofundada por parte da Câmara dos Representantes. É por isso que hoje estou orientando nosso comitê da Câmara a abrir um inquérito formal de impeachment contra o presidente Joe Biden”, relatou o presidente da Câmara dos EUA a jornalistas, no Capitólio.
Nos Estados Unidos, para que um processo de impeachment seja aberto, é necessário que, ao menos 218 deputados, a maioria dos 435 congressistas sejam a favor da ação. O Partido Republicano controla 222 cadeiras na Casa Baixa.
Em caso de aprovação, o processo segue para o Senado, onde são necessários dois terços dos votos para aprovação. Na Casa Alta, o Partido Democrata de Joe Biden possui maioria: tem 48 senadores e outros 3 independentes aliados ao governo, contra 49 republicanos.
Ainda de acordo com a publicação, o filho do presidente Joe Biden, Hunter Biden, é acusado de não pagar seus impostos de 2017 a 2018 e comprar e portar ilegalmente uma arma sob efeito de drogas no mesmo período.
Em julho, ele se declarou inocente das acusações depois de um acordo com a promotoria norte-americana –no qual ele se declararia culpado para cumprir a pena em liberdade– ter sido recusado pela juíza federal responsável pelo caso, Maryellen Noreika.
Foto: Brendan Smialowski/AFP/Getty Images



