Iniciativa liderada por Raissa Uchoa une moda inclusiva, feijoada, música ao vivo e diversas atrações voltadas ao público PCD
A Casa Cultural do Reggae, situada no bairro Santo Antônio, em Salvador, sedia hoje (9), a partir das 15h, um evento beneficente com o objetivo de arrecadar recursos para a produção de roupas adaptadas a pessoas com deficiências invisíveis, como autistas que enfrentam hipersensibilidade sensorial. As informações são de Jadson Nascimento, da Agência de Notícias das Favelas (ANF).
A iniciativa, liderada por Raissa Uchoa, une moda inclusiva, feijoada, música ao vivo e diversas atrações, tudo voltado para o público PCD (Pessoas com Deficiência).
O evento contará com o desfile de oito peças já prontas, abrangendo diversos estilos e disponíveis para venda, proporcionando conforto em todas as situações do dia a dia e incentivando a integração das pessoas com necessidades especiais na sociedade, promovendo a dignidade.
A trajetória de Raissa começou com seu diagnóstico tardio de autismo, que a fez perceber a importância da moda adaptada, permitindo que ela se sentisse confortável em sua própria pele. Com base em seus estudos acadêmicos na UFBA em Estudo das Subjetividades e Comportamento Humano, ela decidiu unir seu conhecimento à moda inclusiva.
“Comecei a estudar tudo, fui gostando, fui aprendendo a costurar e modelar com um curso pequeno mesmo perto de minha casa. E então saí em brechós garimpando roupas que a parte têxtil se adequam à hipersensibilidade sensorial dos PCDs mas outras coisas não, como manga apertada, muito elástico, golas coladas etc e fui remodelando essas peças pensando nas possibilidades do dia a dia”, conta Raissa.
Além do desfile, o evento oferecerá serviços de corte de cabelo, trancista, brechós e contará com um DJ adaptado para pessoas com hipersensibilidade auditiva. Todos os fundos arrecadados serão investidos no projeto, visando ampliar o alcance dessa iniciativa e proporcionar bem-estar às pessoas com deficiências invisíveis, permitindo que se sintam confortáveis em sua própria pele. Com experiência na organização de eventos, como o samba da Zeferina, Raissa chamou amigos solidários para auxiliar na realização deste evento inclusivo e solidário.



