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46% dos brasileiros assumem que são desorganizados financeiramente; Economista dá dicas para melhorar relação com dinheiro

Pesquisa do SPC Brasil afirma que quase metade da população não controla quanto gasta por mês

Ter o controle do próprio dinheiro, em tese, parece simples e, até mesmo, óbvio. Afinal, quem melhor do que você mesmo para saber quanto entra e sai da sua conta bancária?

Uma pesquisa do SPC Brasil revela, no entanto, que 46% dos brasileiros assumem não ter organização financeira. Isso significa que uma quantidade significativa de pessoas não controlam o quanto gastam, quanto pagam de juros, desconhecem o valor de seus rendimentos mensais e tampouco conseguem se planejar para imprevistos.

Para o economista Antônio Carvalho, as consequência do mal uso do dinheiro são um problema que abraça a população de forma exacerbada. Para ele, a solução seria entender o quanto se recebe e o quanto se gasta, além de entender que a falta de educação financeira é um problema para a população brasileira.

“A ausência DA educação financeira, que resulta na falta de planejamento E controle do uso do dinheiro (da renda), é, sem dúvida, uma das principais causas do desequilíbrio financeiro da maioria das famílias brasileiras, mas não é a única causa”, explica Carvalho.

“Soma-se a essa falta de educação, a baixa renda média (até mesmo pessoas com formação e cargos mais altos ganham menos do que seus equivalentes em países desenvolvidos) e a oferta desmedida e descontrolada de crédito de todas as modalidades. Entre esta última, o parcelamento de bens, até mesmo os supérfluos, em elevado número de parcelas e do empréstimo consignado que se consolidou na cultura do brasileiro”, afirma.

O economista diz ainda que “mesmo considerando ser uma tarefa difícil para as famílias brasileiras que têm renda baixa, é necessário se atentar para os seguintes pontos: ter consciência de renda, por mais difícil que seja. Aceitar, considerar, o consumo no limite da renda (só gastar o que ganha); estabelecer uma rigorosa hierarquia de consumo para evitar gastos com supérfluos e avaliar cada decisão de compra para não cair em tentação”.

“Controlar os gastos com uma ferramenta que considere útil e adequada a seu perfil, desde um caderninho até os aplicativos, o importante é controlar; evitar o uso desnecessário do crédito; e esforçar-se para poupar, guardar, mesmo que seja um pouquinho. O importante é começar, fazer disso um hábito que te ajudará a desenvolver um comportamento de consumo mais cuidadoso e criterioso. Poupar, mesmo que seja R$ 10 no início, será um passo importante para o desenvolvimento da educação financeira”, conclui.

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