A gestão passada alegava que havia eleito o desempenho dos hospitais como um “critério fundamental” para autorizar os serviços
O governo Bolsonaro diminuiu em 23% os hospitais habilitados a fazer procedimentos cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS).
O levantamento foi feito pela atual gestão do Ministério da Saúde, que anunciará em breve um investimento de R$ 270 milhões para reforçar o atendimento nessa especialidade. As informações são da coluna Guilherme Amado do Metrópoles.
O corte nos locais credenciados pelo SUS foi causada em 2022, por meio do programa QualiSUS Cardio. A gestão passada alegava que havia eleito o desempenho dos hospitais como um “critério fundamental” para autorizar os serviços. Como resultado, de 249 estabelecimentos, apenas 191 permaneceram no sistema público.
De acordo com o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, durante o período de transição do governo, gestores de estados e municípios alertaram a atual gestão de que o programa era “muito problemático”.
“Após um estudo cuidadoso, não conseguimos entender qual foi o critério usado na gestão anterior para classificar e excluir os serviços. Reduziram as órteses cardiovasculares [como marcapassos], o que levou a um desabastecimento na rede. Também alegaram preços acima do mercado, o que não encontramos. Isso tudo fez cair a produção brasileira na área cardiovascular”, afirmou o médico.
“O Censo mostrou recentemente o envelhecimento da população brasileira, que tem mudado seu perfil demográfico. As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade no país entre as doenças crônicas”, completou.


