Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial participou da mesa
Nesta quarta-feira (19), ocorreu a primeira edição do encontro “Abre Caminhos” no Instituto Anísio Teixeira, em São Marcos, em Salvador.
O evento é uma iniciativa do Ministério da Igualdade Racial, cujo objetivo é a promoção do combate ao racismo religioso.
Participaram do evento a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a secretária estadual da Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães, entre outros representantes políticos e representantes de religiões de matriz africana.
“Foi muito especial. A gente espera que não seja o último. Queremos voltar e ter essa série de encontros em todas as partes do país também, para cuidar da população negra”, afirmou Anielle em entrevista coletiva.
A ministra foi recepcionada no local pelo toque de ataques e conduzidas por lideres religiosos de Umbanda e Candomblé. Anielle ressaltou a importância deste primeiro encontro regional para o combate ao racismo religioso no Brasil.
“Para falar sobre os negros, precisamos ouvir os negros, para falar sobre os favelados precisamos ouvir os favelados e para falar sobre os povos de terreiro, temos que ouvir vocês”, explicou.
O encontro em Salvador é o primeiro de uma série que vai percorrer todo o país e culminar na criação no Plano Nacional de Enfrentamento ao Racismo Religioso.
A Bahia é um dos estados com o maior número de praticantes de religiões de matriz africana e também com altos índices de casos de racismo religioso. “Não poderíamos começar em outro lugar”, disse Anielle durante entrevista a jornalistas.
Anielle disse ainda que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está ciente acerca das ações necessárias para o combate a intolerância religiosa no país. “O presidente tem feito as melhores escolhas e a gente vai seguir fazendo um bom trabalho”, declara.
A chefe da Sepromi, Ângela Guimarães, tem posicionamento semelhante ao da ministra referente aos esforços do Governo Federal em combater o racismo religioso.
“O governo federal está em processo de reconstrução das políticas públicas após o período de terra arrasada. As religiões de matriz africana foram as mais atingidas e a escuta nos estados é importante para erguer um plano nacional de proteção e salvaguarda”, explicou.


