Estudo socioeconômico revela que 85% dos pacientes são pretos ou pardos e 82% vivem com até dois salários mínimos; hospital atua no suporte alimentar e medicamentoso para garantir tratamento

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O Hospital Martagão Gesteira divulgou um levantamento que expõe a profunda vulnerabilidade social de seu público: 75% das famílias atendidas sobrevivem apenas com benefícios como Bolsa Família e BPC. O perfil econômico é crítico, com 82% dos núcleos familiares recebendo até dois salários mínimos, sendo que 19% subsistem com menos de um salário.
A face da desigualdade também é racial, com 85% dos pacientes autodeclarados pretos ou pardos. Geograficamente, o hospital consolida-se como referência estadual: embora 41% residam em Salvador, a maioria absoluta (58%) vem do interior e da Região Metropolitana. Segundo a coordenadora de serviço social, Milene Ramos, a renda dessas famílias já chega comprometida com custos básicos, o que obriga a instituição a oferecer o Projeto de Apoio Social, distribuindo cestas básicas, medicamentos e fórmulas alimentares para viabilizar a continuidade do cuidado clínico.




