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2023 será o ano mais quente já registrado, indicam novos dados

Previsão vem em decorrência das temperaturas “excepcionalmente” altas em outubro

A média global de temperaturas do ar no mês foi 0,4°C mais alta que o recorde anterior de outubro de 2019, de acordo com o serviço de mudanças climáticas da União Europeia. Impulsionado pelas emissões de carbono e pelo evento climático El Niño, este foi o quinto mês consecutivo de calor recorde.

Agora é praticamente inevitável que este ano se torne o mais quente já registrado, já que é bastante improvável que os últimos dois meses de 2023 revertam a tendência.

O total de dias que ultrapassaram a marca de aquecimento politicamente significativa de 1,5ºC já atingiu um novo recorde, e bem antes do final do ano. Julho foi tão quente que pode ter sido o mês mais quente em 120.000 anos, enquanto as temperaturas médias de setembro quebraram o recorde anterior em 0,5°C.

Outubro não foi tão excepcionalmente quente quanto setembro, mas ainda assim quebra o recorde do mês por uma margem “excepcional”, de acordo com o serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. O mês foi 1,7ºC mais quente do que a média pré-industrial – ou seja, em comparação com o período antes de os humanos começarem a queimar grandes quantidades de combustíveis fósseis.

O ano, até agora, já registra um recorde de 1,43ºC a mais do que os níveis pré-industriais, de acordo com o Copernicus, que prevê que as temperaturas permanecerão elevadas nos próximos meses.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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